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Quem são as DCC? Entenda por que as cheerleaders do Dallas Cowboys viraram fenômeno pop

De um dos times mais famosos da NFL à série America’s Sweethearts, as Dallas Cowboys Cheerleaders construíram uma estética reconhecida no mundo inteiro

As botas brancas, o uniforme azul e branco, os pompons e uma coreografia de “Thunderstruck”, do AC/DC, já são suficientes para reconhecê-las nas redes sociais. Mas as Dallas Cowboys Cheerleaders, ou simplesmente DCC, são muito mais antigas que o fenômeno provocado por America’s Sweethearts, série documental da Netflix que acompanha os bastidores de uma das equipes de cheerleaders mais famosas dos Estados Unidos. Neste último domingo, 27, as 36 integrantes do time vieram ao Rio de Janeiro para o jogo da NFL no Maracanã e se apresentaram com o Pedro Sampaio, mas afinal, quem são elas?

Ligadas ao Dallas Cowboys, time da NFL, as DCC existem desde os anos 1960 e se transformaram ao longo das décadas em uma marca própria. Além de se apresentarem nos jogos diante de dezenas de milhares de torcedores, elas participaram de turnês internacionais, programas de televisão e diferentes produtos licenciados. O uniforme característico do grupo chegou até ao acervo do Smithsonian National Museum of American History.

Entrar para a equipe, porém, está longe de depender apenas da imagem. As candidatas passam por um processo competitivo de audições e treinamento que testa técnica de dança, condicionamento e capacidade de aprender as coreografias características do grupo. Na temporada 2025–2026 retratada pela terceira temporada de America’s Sweethearts, por exemplo, 30 veteranas voltaram às audições enquanto apenas seis vagas estavam disponíveis para novas integrantes.

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Uma das performances mais emblemáticas é justamente “Thunderstruck”. A coreografia inclui a sequência de chutes altos e o famoso jump split, movimento em que as integrantes saltam e terminam em uma abertura no chão, e se tornou praticamente uma assinatura visual das DCC. As dançarinas apresentaram essa coreografia e Jetski de Pedro Sampaio no show do intervalo e deixaram os brasileiros intrigados com a excelente presença e execução. Por trás da formação estão duas mulheres que também se tornaram personagens conhecidas do público. Kelli Finglass foi DCC entre 1984 e 1989 e assumiu a direção do grupo em 1991. Judy Trammell, que integrou a equipe entre 1980 e 1984, tornou-se coreógrafa-chefe e está por trás de algumas das performances mais reconhecidas do time.

Foi America’s Sweethearts, porém, que apresentou essa estrutura a uma nova geração. Criada pelo diretor Greg Whiteley, também responsável por Cheer, a produção acompanha as integrantes desde as audições e o training camp até a temporada da NFL, mostrando tanto a preparação física e técnica quanto a vida das mulheres fora dos gramados. A produção chegou à terceira temporada em 2026 acompanhando a equipe de 2025–2026. E a febre não deve terminar por aí: em agosto, a Netflix confirmou uma quarta temporada de America’s Sweethearts para 2027, novamente acompanhando veteranas e novas candidatas em busca de uma vaga nas DCC.

Entre tradição esportiva, moda, dança e reality show, as DCC acabaram atravessando as fronteiras do futebol americano. Mais de seis décadas depois de sua criação, aquilo que começou como uma equipe de torcida se tornou também uma estética, e America’s Sweethearts ajudou a apresentá-la a um público que talvez nunca tenha assistido a uma partida do Dallas Cowboys.