Na Semana de Alta-Costura de Paris, o diretor criativo apresentou um jardim encantado repleto de flores, bordados, bolsas em formato de animais e uma releitura contemporânea do clássico tweed da maison.
A Chanel apresentou nesta terça-feira (7), durante a Semana de Alta-Costura de Paris, sua nova coleção de outono/inverno 2026-2027, assinada por Matthieu Blazy. O desfile mergulhou o público em um universo que misturava fantasia, natureza e delicadeza, transformando a passarela em uma espécie de jardim secreto inspirado nos contos de fadas.
A natureza foi o fio condutor da coleção. Bordados minuciosos reproduziam flores, folhas e galhos, enquanto aplicações tridimensionais reforçavam o aspecto artesanal característico da alta-costura. Em diversas peças, os elementos botânicos pareciam crescer sobre os vestidos, casacos e conjuntos, criando uma atmosfera poética que percorreu toda a apresentação.
Os acessórios também chamaram atenção. As bolsas surgiram em formatos inspirados em animais e criaturas da floresta, reforçando o clima lúdico proposto por Blazy e dialogando com a cenografia do desfile. O resultado foi uma coleção que equilibra sofisticação e imaginação sem perder a elegância característica da Chanel.
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Mesmo em meio às novidades, o estilista preservou um dos maiores símbolos da maison: o tweed. O tecido apareceu em praticamente toda a coleção, mas ganhou uma interpretação mais leve e contemporânea. Em vez dos tradicionais tailleurs de construção rígida, Blazy apresentou silhuetas mais fluidas, proporções descontraídas e modelagens desconstruídas, mantendo a essência da Chanel enquanto atualiza um de seus principais códigos de estilo.
A coleção também reforça uma característica que vem marcando o trabalho do diretor criativo: revisitar o legado de Gabrielle Chanel sem transformá-lo em uma reprodução literal. Ao explorar referências da natureza, do universo fantástico e do trabalho artesanal, Matthieu Blazy apresenta uma visão mais sensível e contemporânea da alta-costura, aproximando tradição e inovação.

Mais do que uma coleção de roupas, o desfile propôs uma narrativa visual em que bordados, texturas e acessórios ajudaram a construir um universo onírico. O resultado foi uma apresentação que reafirma a alta-costura como espaço de experimentação artística e storytelling, sem deixar de lado os códigos que fizeram da Chanel uma das maisons mais importantes da moda mundial.




