Octávio Guarçoni acredita que os cuidados com a pele ‘minimalistas’ estão divididos em quatro etapas
essenciais: limpeza, hidratação, ativos individualizados e fotoproteção
Com as rotinas cada vez mais apertadas, seguir o protocolo coreano de ‘skincare’, o K-Beauty, parece que você nunca vai conseguir chegar no fim da skincare, né?
No entanto, para quem tem uma rotina acelerada ou até mesmo deseja o processo rápido nos cuidados com a pele, o skincare minimalista vem ocupando a moda do mercado estético. Apelidada de ‘skinimalism’ ou skin streaming, o fenômeno tem conquistado os jovens com uma receita simples, unir ativos mais eficazes e
garantir menor risco de irritação da pele. A tendência acompanha um movimento internacional apontado pela NielsenIQ. Os dados recentes do estudo “Meet the Generations of Global Beauty Buyers”, da NIQ,
mostram que 39% da GenZ buscam produtos de beleza com maior qualidade para o dia a dia.
Esse fenômeno é explicado pelo dermatologista e referência em medicina estética no Brasil, Doutor Octávio Guarçoni. Segundo o profissional, investir em uma rotina minimalista de cuidados com a pele é apostar em um filtro dos ativos que a derme realmente necessita. “Muita gente chega na Guarçoni com rotinas muito
complexas, produtos sobrepostos que nem sempre têm indicação clara. Isso pode até piorar a tolerância da pele, principalmente em tecidos mais sensíveis”, explica.
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O médico afirma que o skinimalism funciona em ocasiões específicas e depende da gravidade do quadro do paciente. Em casos gerais, o Doutor indica começar pelo passo chave: a limpeza. “O primeiro passo é a higienização. Deve ser feita uma ou duas vezes ao dia, com produto adequado ao tipo de pele. Em linhas gerais, um sabonete ou gel de limpeza facial suave. O objetivo não é ‘esfregar a pele limpa’, mas remover impurezas sem agredir a barreira cutânea”, diz.
Em seguida, entra a hidratação, considerada obrigatória segundo o médico. “Toda pele precisa de hidratação, inclusive a oleosa. O que deve ser usado aqui é um hidratante facial leve, com textura compatível com o tipo de pele. Assim, mantemos a barreira cutânea equilibrada e reduz sensibilidade e inflamação”, afirma. O terceiro ponto envolve os ‘tratamentos ativos’, que devem ser escolhidos de forma individualizada e não combinados em excesso. Para essa etapa, Guarçoni destaca o uso de ativos como vitamina C, ácidos ou substâncias clareadoras, mas sempre de forma direcionada e não simultânea. O ideal é um único ativo principal, conforme
o objetivo da pele, de forma a garantir tolerância e resultado.
O último passo, e talvez o mais importante é o uso de protetor solar. Recentemente, a geração Z resolveu se revoltar com o protetor dizendo que o seu uso era desnecessário e que o produto causa câncer, mas na verdade a falta de protetor coloca a pele em risco, podendo trazer problemas sérios no futuro, principalmente na velhice, quando a pele está com menos produção de colágeno e portanto mais suscetível a manchas.





